A SISA Construções Civis, construtora de Maringá (PR) fundada em 1970, é a responsável pela obra da Segunda Igreja Presbiteriana Independente de Maringá, templo com capacidade para mais de 1.000 pessoas e 6.535,37 m² de área construída na Avenida Monteiro Lobato, 1117. A fachada do edifício é composta por vidro e ACM, o painel de alumínio composto. A combinação dá ao templo uma frente transparente e luminosa, organizada por volumes de revestimento metálico, e exige da construtora precisão de medidas, modulação e coordenação entre fornecedores.
Como a fachada aparece no projeto
As perspectivas divulgadas pela SISA mostram uma fachada longa, voltada para a avenida, em que grandes panos de vidro se alternam com volumes revestidos em tons de cinza. Uma marquise contínua coroa o conjunto. Na entrada principal, o vidro sobe em toda a altura do edifício, com portas de vidro no nível do passeio e um medalhão circular com a cruz instalado sobre o acesso.
O desenho cria dois efeitos complementares. O vidro abre o interior para a cidade e marca a entrada do templo. Os volumes em ACM dão ritmo à fachada e emolduram os panos transparentes.
O que é ACM e por que ele aparece em fachadas
ACM é a sigla usada para o material composto de alumínio. Na descrição técnica de um dos produtos de referência do mercado, o ALUCOBOND PE, da 3A Composites, publicada no portal AECweb, o painel tem revestimentos de alumínio nas faces interna e externa e núcleo de polietileno. O fabricante destaca que o material é "leve, rigidez elevada, muito plano", aceita fabricação com ferramentas convencionais, permite painéis de grande formato e facilita o manuseio no local.
Essas características explicam o uso do ACM em volumes de fachada como os da Segunda IPI: o painel cobre grandes superfícies com acabamento uniforme e se ajusta a recortes e dobras do desenho arquitetônico. A SISA não divulga o fabricante, a espessura nem o tipo de núcleo dos painéis usados na obra.
O vidro na construção civil: o que a norma pede
O uso de vidro em edificações no Brasil segue a ABNT NBR 7199, que trata de projeto, execução e aplicações de vidros na construção civil. O Caderno de Encargos da Sudecap, da Prefeitura de Belo Horizonte, atualizado em julho de 2025, resume alguns pontos práticos dessa família de normas.
Segundo o caderno, o vidro temperado "é cerca de 4 a 5 vezes mais resistente do que o vidro float comum de mesma espessura" e, depois de temperado, "não pode sofrer corte ou usinagem". O vidro laminado é formado por duas ou mais camadas unidas por película de PVB e, quando quebrado, "mantém os estilhaços aderidos à película", o que o torna adequado a locais com risco de acidente.
Para a obra, o ponto central é a precisão. O caderno orienta que "os vãos devem ser rigorosamente medidos antes da encomenda dos vidros, pois as chapas não aceitam recortes ou furos executados na obra", e recomenda modulação de corte em múltiplos de 25 cm sempre que possível. A SISA não informa as especificações dos vidros da Segunda IPI; as orientações acima indicam o tipo de controle que uma fachada desse porte exige.
Por que a envoltória é um exercício de gestão de obra
Uma fachada de vidro e ACM reúne estrutura, esquadrias, subestrutura metálica, painéis e vedações. Cada sistema depende do anterior: a estrutura precisa estar dentro das tolerâncias para receber a subestrutura, as medidas dos vãos precisam estar confirmadas antes da encomenda do vidro, e os painéis de ACM precisam ser fabricados conforme a modulação definida em projeto.
Essa sequência exige planejamento, controle de qualidade e coordenação de fornecedores. Qualidade na obra, gerenciamento de projetos e gestão de processos estão entre os requisitos que o Sinduscon/PR-Noroeste avalia na categoria Gestão de obra. Em 2025, a SISA venceu a categoria Gestão de obra, obras comerciais de médio e grande porte, do Prêmio Sinduscon, promovido pelo Sinduscon/PR-Noroeste e pelo Seconci/PR-Noroeste, justamente com a obra da Segunda Igreja Presbiteriana Independente, segundo a lista de ganhadores divulgada pela CBN Maringá.
A fachada de vidro no portfólio da SISA
A Segunda IPI se soma a outras obras da SISA com envoltória envidraçada. O Majestic Residence, na Avenida Tamandaré, em Maringá, tem 21 pavimentos e fachada ventilada com fachada de vidro, segundo a ficha da empresa. Nos dois casos, o resultado da fachada depende de precisão na execução.
A ficha completa do templo está em Segunda Igreja Presbiteriana Independente, e o conjunto de obras da empresa pode ser consultado em Obras. Projetos com fachadas especiais podem ser apresentados à equipe pela página de contato.
Perguntas frequentes
Do que é feita a fachada da Segunda Igreja Presbiteriana Independente de Maringá?
Segundo a SISA, a fachada é composta por vidro e ACM, painel de alumínio composto.
O que é ACM?
É um painel composto de alumínio, com chapas de alumínio nas duas faces e um núcleo interno. Fabricantes destacam leveza, rigidez, planicidade e a possibilidade de painéis de grande formato.
Qual norma trata do uso de vidro em edificações?
A ABNT NBR 7199, que cobre projeto, execução e aplicações de vidros na construção civil, conforme o Caderno de Encargos da Sudecap.
Onde fica a Segunda Igreja Presbiteriana Independente de Maringá?
Na Avenida Monteiro Lobato, 1117, em Maringá (PR).
Fontes consultadas
- SISA Construções Civis, página do empreendimento Segunda Igreja Presbiteriana Independente
- Prefeitura de Belo Horizonte, Caderno de Encargos Sudecap, Capítulo 16: Vidros e espelhos (4ª edição, atualização de 31/07/2025)
- AECweb, ficha do painel ALUCOBOND PE (3A Composites)
- SISA Construções Civis, página do empreendimento Majestic Residence
- CBN Maringá, Prêmio Sinduscon divulga ganhadores
- Sinduscon/PR-Noroeste, Sinduscon PR-Noroeste apresenta prêmio a construtoras da região



