Fachada ventilada e fachada de vidro: a solução técnica do Majestic Residence

SISA Construções Civis • 5 de novembro de 2026
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Fachada ventilada e fachada de vidro: a solução técnica do Majestic Residence

O Majestic Residence, em Maringá, reúne fachada ventilada e fachada de vidro sobre quatro subsolos de garagem. Veja como cada solução funciona e o que ela exige da construtora.

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Série
Cases SISA
Obra
Majestic Residence
Leitura
5 min
Formato
Texto e áudio
Fachada de vidro do Majestic Residence vista de baixo para cima, com o letreiro do edifício em primeiro plano, em Maringá
Fachada de vidro do Majestic Residence vista de baixo para cima, com o letreiro do edifício em primeiro plano, em Maringá

O Majestic Residence, edifício de 21 pavimentos na Avenida Tamandaré, 100, em Maringá (PR), foi construído pela SISA Construções Civis, construtora de Maringá (PR) fundada em 1970, com uma envoltória que combina fachada ventilada e fachada de vidro. Segundo a SISA, essa composição "proporciona conforto térmico e acústico" aos apartamentos. A fachada ventilada cria uma câmara de ar entre a parede e o revestimento externo, por onde o ar circula, e a fachada de vidro garante luz natural e a imagem contemporânea do prédio. O conjunto está apoiado sobre quatro subsolos de estacionamento, outro ponto de exigência técnica da obra, entregue em 2018.

O que a SISA executou na envoltória do Majestic

A descrição oficial do empreendimento informa que o residencial "é composto por uma fachada ventilada em conjunto com fachada de vidro", com acabamentos de primeira linha. Nas fotos da obra, a torre aparece revestida por grandes planos envidraçados de tom escuro, intercalados por faixas de revestimento opaco que marcam a verticalidade do volume.

Essa combinação pede coordenação fina entre estrutura, alvenaria, esquadrias e revestimento. Cada sistema tem sua própria fixação, suas tolerâncias e sua sequência de montagem, e todos precisam se encontrar com precisão ao longo dos 21 pavimentos.

Vista aérea do Majestic Residence com a fachada de vidro escura em destaque entre edifícios brancos do centro de Maringá
FIG. 01 O Majestic Residence entre os edifícios do centro de Maringá: a fachada combina vidro e revestimento ventilado.

Como funciona uma fachada ventilada

A monografia "Sistema de fachada ventilada em edifícios", da Escola de Engenharia da UFMG (2013), define o sistema pelo "afastamento entre a parede do edifício e o revestimento". O espaço que sobra entre as duas camadas é a peça central da técnica: o trabalho cita a definição de que "a lâmina de ar existente na cavidade entre a estrutura e o revestimento é a característica dominante do sistema".

O ar circula dentro dessa cavidade pelo efeito chaminé, descrito no mesmo estudo: "o ar frio entra pela parte inferior e sai quente pela parte superior". A troca constante reduz o calor que chega à parede interna e ajuda a manter a temperatura da edificação mais estável ao longo do ano.

Os componentes básicos, segundo a UFMG e a monografia da UTFPR (2018), são estes:

  • Revestimento externo: placas cerâmicas, de pedra natural, de porcelanato, de alumínio composto, cimentícias ou de vidro opaco.
  • Subestrutura: "sistema de guias e suportes de fixação" que sustenta as placas.
  • Inserts e ancoragens: peças metálicas, em geral de aço inoxidável, fixadas pontualmente na alvenaria ou na estrutura.
  • Câmara de ar: o estudo da UTFPR registra afastamentos de 5 a 30 cm, com isolamento térmico opcional.

A pesquisa da UTFPR, feita por simulação computacional, concluiu que o sistema "mostrou-se eficaz para o controle da temperatura interna" e, nos cenários com ventilação natural e ar-condicionado, registrou queda de até 33% no consumo de energia elétrica. O autor também alerta que o desempenho "deve ser avaliado conforme o clima onde será aplicado", com atenção a cor, absortância solar e geometria do edifício. Por isso a solução exige projeto específico para cada obra.

A UFMG cita ainda isolamento acústico entre as vantagens potenciais e menor necessidade de manutenção: "esse tipo de fachada não necessita de intervenções frequentes de restauração".

O papel da fachada de vidro

A fachada de vidro, também chamada de pele de vidro quando cobre grandes planos contínuos, leva luz natural e vista para dentro dos ambientes. O cuidado técnico está no ganho de calor. O trabalho da UDESC publicado nos anais da ANTAC lembra que, nas esquadrias, "o ganho de calor é ainda influenciado significativamente pela transmitância" do vidro, e compara um vidro fumê, com fator solar de 0,60, a um vidro translúcido comum, com fator solar de 0,83.

Na prática, a escolha do vidro, a proteção solar e a proporção entre áreas envidraçadas e opacas definem o conforto do apartamento. No Majestic, a fachada ventilada entra nessa equação ao somar ao envidraçamento uma camada de revestimento com câmara de ar.

Quatro subsolos: a engenharia abaixo do térreo

Antes da fachada, a obra precisou resolver o que está sob o nível da rua. O Majestic tem quatro subsolos para estacionamento, o que permite oferecer 4 vagas de garagem por apartamento em um terreno central.

A monografia "Análise de alternativas para contenção de subsolos", da Universidade Federal do Ceará (2016), explica que, para escavar, "é necessário primeiramente a execução de estruturas de contenção", que resistem ao empuxo do solo e às cargas das lajes apoiadas nelas. O mesmo estudo recomenda mapear as edificações vizinhas e suas fundações antes do início dos trabalhos, e cita a ABNT NBR 6122 como referência de projeto e execução de fundações. Em uma quadra adensada do centro de Maringá, esse planejamento protege a obra e o entorno.

Entrada do Majestic Residence na Avenida Tamandaré, com marquise revestida, letreiro e fachada envidraçada acima
FIG. 02 Acesso do edifício na Avenida Tamandaré, 100. Abaixo do térreo ficam os quatro subsolos de estacionamento.

Em números - 21 pavimentos - 2 apartamentos por andar - 264 m² de área privativa por apartamento - 4 vagas de garagem por apartamento - 4 subsolos de estacionamento - Entrega em 2018

Por que isso importa para quem contrata uma construtora

Fachadas com sistemas combinados e subsolos de estacionamento pedem compatibilização cuidadosa desde o projeto. Quem incorpora um residencial de alto padrão precisa de uma construtora em Maringá capaz de compatibilizar projetos de estrutura, contenção, esquadrias e revestimentos, e de executar cada interface com controle.

O Majestic mostra esse repertório aplicado em uma obra real, entregue e reconhecida: em 2017, a obra rendeu à SISA o 1º lugar no Prêmio Sinduscon, categoria Obras de Terceiros. A ficha técnica completa está em Majestic Residence, e as demais obras da empresa podem ser vistas em /obras.

Para conversar sobre um novo empreendimento, fale com a equipe da SISA em /contato.

Perguntas frequentes

O Majestic Residence tem fachada ventilada?

Sim. Segundo a SISA Construções Civis, o residencial é composto por uma fachada ventilada em conjunto com fachada de vidro, solução que a empresa associa ao conforto térmico e acústico.

O que é fachada ventilada?

É um sistema em que o revestimento externo fica afastado da parede, criando uma câmara de ar ventilada. Estudos da UFMG e da UTFPR descrevem a circulação do ar por efeito chaminé e o ganho de desempenho térmico.

Quantos subsolos tem o Majestic Residence?

Quatro subsolos para estacionamento, com 4 vagas de garagem por apartamento.

Quem construiu o Majestic Residence?

A SISA Construções Civis, de Maringá (PR). A obra foi entregue em 2018 e venceu o Prêmio Sinduscon 2017 na categoria Obras de Terceiros.

Fontes consultadas

  1. SISA Construções Civis, página do empreendimento Majestic
  2. SISA Construções Civis, Nossa História (linha do tempo, 2018)
  3. SILVA, Cláudia Oliveira da. Sistema de fachada ventilada em edifícios. UFMG, 2013
  4. WOLLZ NETTO, Henrique. Simulação computacional do desempenho térmico de uma edificação com uso de fachada ventilada. UTFPR, 2018
  5. LEITE, Ellen F. W.; HACKENBERG, Ana M. Análise do impacto de sombreamento de aberturas. UDESC, anais ANTAC
  6. FARIAS, Matheus T. L. Análise de alternativas para contenção de subsolos. UFC, 2016

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